Estudo de hepatologista do Hospital São Sebastião é selecionado para congresso internacional

Estudo de hepatologista do Hospital São Sebastião é selecionado para congresso internacional

A médica gastroenterologista, com área de atuação em hepatologia, Dra. Raquel Scherer de Fraga, teve um dos trabalhos de seu pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) selecionado para o“EASL-AASLD HBV Endpoints Meeting” – evento organizado em conjunto pela Associação Europeia e Americana para Estudo de Doenças Hepáticas (EASL e AASLD). Realizado, em Londres, no mês de março, o congresso teve como objetivo reunir as comunidades acadêmicas, regulatórias e farmacêuticas para discutir a terapêutica, o desenho de novos estudos e preocupações de segurança com relação a novas abordagens terapêuticas destinadas a alcançar a cura da hepatite B.

Ao todo, foram selecionados 31 trabalhos sobre hepatite B, enviados por pesquisadores de diversos países, sendo o estudo da Dra. Raquel o único representante brasileiro. A profissional, além de atuar no Hospital de Clínicas de Passo Fundo e no Hospital Notre Dame – São Sebastião, em Espumoso, também é professora do curso de Medicina da Faculdade IMED. Em novembro de 2018, ela já havia apresentado um de seus trabalhos em outro importante evento internacional, chamado The AASLD Liver Meeting, em San Francisco, nos Estados Unidos.

Neste ano, em março, a médica hepatologista levou ao congresso um estudo intitulado“Adverse eventsofnucleos (t)ide analogues for chronichepatitis B: a systematicreview”, que foi desenvolvido como parte do seu pós-doutorado pela Faculdade de Medicina da USP, orientado pela Prof. Suzane Kioko Ono. Trata-se de uma análise de informações sobre os efeitos colaterais de medicações utilizadas para a hepatite B crônica, focando especialmente na comparação entre o tenofovirdisoproxilfumarato (TDF) – já utilizado no Brasil há vários anos – e o tenofoviralafenamida (TAF) – uma droga aprovada em 2016 para o tratamento da hepatite B e ainda não disponível no Brasil.

O estudo concluiu que, apesar de ambas as medicações serem seguras e com poucos eventos adversos, o número de pacientes tratados com TAF ainda é muito pequeno em comparação ao TDF e às demais drogas utilizadas no tratamento da hepatite B para se consolidar um perfil de segurança acurado.

Fonte: ASSCOM HNDSS – Luzia Camargo/Caroline Beccari

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