Consumo de álcool é fator de risco para desenvolvimento de câncer

Consumo de álcool é fator de risco para desenvolvimento de câncer

“Beba com moderação”: tal afirmação já está incorporada em nossa relação com o álcool, ainda que, nem sempre, a recomendação se aplique na prática. O relatório da World Cancer Report (WCR) – emitido pela IARC (Agência Internacional da Organização Mundial da Saúde para Pesquisa sobre o Câncer) – indica, por exemplo, que, quando se trata de câncer, nenhuma quantidade de álcool é segura. Além disso, quanto mais álcool uma pessoa ingere maior o risco de desenvolver a doença.

Declarado cancerígeno ainda em 1988, o álcool é relacionado a diversos tipos de câncer, como o de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, de cólon e reto, e de fígado – além de uma significativa relação com o câncer pancreático. Em uma revisão de 222 estudos, compreendendo 92 mil pacientes oncológicos que se consideram consumidores leves de álcool e 60 mil pacientes abstêmios, o ato de beber moderadamente esteve associado ao câncer de orofaringe, ao carcinoma de células escamosas do esôfago e ao câncer de mama feminino.

Por sua vez, nem todo organismo responderá da mesma forma à ingestão da substância, visto que o álcool atua de forma diferente em cada indivíduo, dependendo das condições de saúde, do peso e da composição corporal. Contudo, os fatores externos (modificáveis) podem ajudar a prevenir o desenvolvimento do câncer, a partir de ações como: adotar uma alimentação saudável e equilibrada – que contenha frutas, legumes e verduras -, praticar exercícios físicos, evitar a obesidade e não fumar.

 

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler

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