Notre Dame São Sebastião

Hospitalizados em função da Covid-19, pacientes mantêm contato com os familiares por meio de ferramentas tecnológicas

Tão logo os olhos repousam sobre a tela de um smartphone, os lábios colocam-se em movimento. Assim, deixam transparecer a genuína felicidade experimentada por aqueles que, necessitando de atendimento médico-hospitalar para superar a Covid-19, se encontram distanciados de quem mais amam. Afinal, diante de uma das muitas dores infligidas a esses pacientes, o Hospital Notre Dame São Sebastião recorreu à tecnologia, permitindo que eles troquem sorrisos com os seus familiares.

Conforme reflete a assistente social Juliane Raquel Kempf, a necessidade de evitar a proliferação do novo coronavírus não poderia resultar em uma fragilidade emocional ainda maior dos adoentados. Portanto, se a visitação aos hospitalizados estava impossibilitada, era necessário assegurar a eles outras formas de contato. “Nós precisávamos pensar em um meio para superar a distância física”, relata aquela que é uma das idealizadoras das Visitas Virtuais.

A iniciativa faz uso de aplicativo para troca de mensagens instantâneas, apropriando-se das funcionalidades que oportunizam a realização de chamadas de áudio e vídeo. Além disso, quando o paciente se encontra entubado, pode escutar a voz dos seus familiares.

Enfrentamento à pandemia: Hospital chama a atenção para momento crítico

O Hospital Notre Dame São Sebastião vem alertando as autoridades regionais e estaduais acerca de quão crítico é, no que diz respeito à pandemia provocada pelo novo coronavírus, o momento vivenciado atualmente. Entre os dados que levam a administração hospitalar, o seu corpo clínico e os demais responsáveis pelo atendimento e pelo tratamento dos pacientes com sintomas de Covid-19 a adverti-los estão:

– a Unidade de Tratamento Intensivo para infectados pelo vírus atua acima da sua capacidade há mais de 30 dias;
– o aumento na gravidade dos quadros apresentados por pacientes internados com diagnóstico ou suspeita de Covid-19 demanda um maior volume de materiais, medicamentos, oxigênio medicinal e recursos humanos;
– o consumo de oxigênio duplicou no mês de março e nos primeiros dias de abril, comprometendo a reserva regular e de segurança;
– o maior uso de medicamentos e materiais utilizados em Tratamento Intensivo provoca a sua escassez, reduzido a níveis preocupantes os estoques da instituição.

Mesmo assim, enquanto porta de entrada para o devido atendimento médico-hospitalar a pacientes provenientes não só do Alto da Serra do Botucaraí, mas de todo o Estado do Rio Grande do Sul, o Hospital Notre Dame São Sebastião atendeu e segue atendendo a todos aqueles que precisaram e precisam de internação, prezando pela prática médica humanizada e segura.

Apelo às autoridades:
Diante da criticidade da situação, a Direção do Hospital Notre Dame São Sebastião recorre às autoridades competentes, em busca de:

– apoio imediato para a transferência dos pacientes que estão cadastrados no Sistema de Gestão de Internações do Rio Grande do Sul (Gerint/RS), visando reduzir o consumo de oxigênio a níveis seguros e, dessa forma, garantir o atendimento ideal aos pacientes hospitalizados;
– destinação emergencial de medicações do “kit intubação”, para que a casa de saúde continue atendendo aqueles que não apresentam condições de serem transferidos.

Apelo à comunidade:
A instituição ainda clama aos cidadãos para que sejam rigorosos no seguimento às medidas de prevenção à Covid-19: higienizem correta e frequentemente as mãos, usem adequadamente a máscara de proteção individual e evitem todo tipo de aglomeração.

Compromisso:
O Hospital Notre Dame São Sebastião reafirma o seu compromisso com um atendimento segundo os critérios técnicos pertinentes. Portanto, a sua preocupação e os seus esforços concentram-se na manutenção da assistência segura.

Um ano de pandemia: Hospital atendeu pacientes oriundos de 39 municípios gaúchos

Ao todo, 1260 atendimentos foram realizados na triagem instituída pelo Hospital; 200 pacientes foram internados e 64 precisaram de tratamento intensivo

Este mês de março se tornou emblemático na vida de todos os brasileiros, pois é quando se completa um ano de incertezas, dúvidas, erros e acertos: um ano de enfrentamento a um vírus que, atualmente, se mostra mais letal e com maior capacidade de disseminação. Afinal, quando a população descuidou dos protocolos capazes de minimizar a proliferação do novo coronavírus, acreditando que teríamos vencido a fase crítica da pandemia, o surgimento de novas variantes acarretou mais perdas e maiores preocupações.

Ao longo desse ano, alguns profissionais se tornaram ainda mais reconhecidos e reverenciados pela comunidade, graças à sua atuação no atendimento às pessoas infectadas pelo vírus.

Como nesse ano, a área da saúde jamais havia sido atingida.

Zelando, há mais de 80 anos, pelo bem-estar dos cidadãos do Alto da Serra do Botucaraí, o Hospital Notre Dame São Sebastião se tornou referência regional para o tratamento da Covid-19. Para tanto, a instituição adequou ambientes, realocou alas, preparou protocolos, treinou profissionais e enfrentou a maior tragédia recente vivenciada pela humanidade.

Neste mesmo período de 2020, por exemplo, o Hospital organizava a sua unidade de triagem para pacientes que apresentassem sintomas da Covid-19, contando com equipamentos adquiridos graças a verbas provenientes de doações da própria comunidade, além de oriundas dos poderes Executivo e Legislativo e de recursos da sua mantenedora, a Congregação de Nossa Senhora.

Vidas não são apenas números

Dessa forma, a instituição acolheu 200 pacientes, oriundos de 39 munícipios de todo o Estado do Rio Grande do Sul, que necessitavam de atendimento médico-hospitalar. Somente de Espumoso, foram 71 os hospitalizados – dado que, corroborado por tantos outros, evidencia a importância da casa de saúde para o município. “O trabalho sério e comprometido de nossa equipe de profissionais nos coloca como referência também neste atendimento. Paralelamente a esses números, podemos citar os mais de 41 mil atendimentos realizados nos últimos 12 meses. São pessoas que procuraram o Hospital para a realização de exames, cirurgias e partos, além de internações”, menciona o administrador da instituição, Marcelo Padoin Canazaro.

Covid-19 – Uma radiografia da atuação do Hospital Notre Dame, ao longo de um ano

– 2100 testes realizados pelo seu Laboratório de Análises Clínicas
– 1260 atendimentos na sua unidade de triagem
– 200 pacientes
– 64 atendimentos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)
– 159 pacientes recuperados

“As informações que apresentamos à comunidade, como forma de prestar-lhe contas, reforçam a seriedade com que assumimos a missão de oferecer múltiplos serviços em saúde, com atendimento humanizado, seguro e qualificado, a fim de promover a vida e o bem-estar da comunidade regional, à luz da bondade de Deus”, destaca a diretora da Área de Saúde da Congregação de Nossa Senhora, Irmã Cristina Backes. É preciso ainda, prossegue a religiosa, reconhecer o empenho dos profissionais que, mesmo atuando sob tensão e cansaço, tornaram possível que se chegasse a tais números. “Todos têm dado o seu máximo, cumprindo com suas atribuições e fazendo jus ao seu papel”, exalta.

A diretora ressalta, também, a importância do destino voluntário de alimentos, equipamentos e valores à casa de saúde, por parte da comunidade regional. Além disso, enfatiza a importância dos recursos repassados ao Hospital Notre Dame São Sebastião pelas prefeituras municipais da região, pela Câmara de Vereadores de Espumoso, pelos entes públicos regionais, estaduais e federais, bem como por empresas e entidades de classe. “Todos os recursos foram empregados na aquisição de equipamentos, na melhoria da estrutura para atendimento aos pacientes da Ala Covid-19, na compra de medicamentos e no cumprimento de outros compromissos decorrentes do enfrentamento à doença”, descreve a diretora.

A situação, porém, ainda é preocupante. “A pandemia continua e os custos de manutenção seguem altos, uma vez que medicamentos, materiais e, até, o oxigênio hospitalar têm sofrido aumentos constantes. Além disso, muitos itens essenciais ao tratamento começam a sofrer escassez ”, alerta Irmã Cristina.

Na linha de frente

“Estamos em meio a uma guerra biológica”, destaca enfermeiro

Além do extremo cuidado para com os pacientes, o Hospital Notre Dame São Sebastião também priorizou a preservação do bem-estar de seus colaboradores. Para isso, mais que adotar protocolos de segurança sanitária e adquirir equipamentos de proteção individual, instituiu uma rede de apoio aos profissionais que atuam na linha de frente e, por isso, tiveram de adequar toda a sua rotina para atender às intensificadas exigências dos seus ofícios.

Conheça, por meio do depoimento de Pierre Brião Guilherme, como a sua vida foi transformada pelo inimigo invisível responsável pela pandemia:

“Eu sou o enfermeiro Pierre Brião Guilherme e tenho 37 anos. Trabalhei 17 anos na Santa Casa de Bagé e no Hospital Universitário. Também fui professor no Senac. Chegou o dia em que resolvi buscar novos horizontes, novas oportunidades. Isso coincidiu com o início da pandemia e eu cheguei ao Hospital Notre Dame São Sebastião com a missão de auxiliar na montagem da UTI Covid, organizando-a para receber os pacientes. Foram muitas as incertezas, mas maior ainda era a vontade de ajudar as pessoas.

Cada paciente apresenta um quadro clínico diferente. Cada um tem uma evolução singular diante de um tratamento completamente particular. E cada um deles é razão pela qual, resistindo à carga de trabalho e, principalmente, à psicológica, eu meus colegas estudamos e aplicamos os procedimentos que começam a mostrar melhores resultados no tratamento da doença.

Estamos em meio a uma guerra biológica, na qual a batalha é diária. E foi lutando que eu contraí o vírus e enfrentei os acometimentos da doença, vivenciando os sintomas que os meus pacientes também sentiam. Ao avisar os meus colegas de que eu havia sido “contemplado”, também experimentei o seu cuidado.

Nós acreditamos no trabalho em conjunto e no estudo constante. Isso tem como resultado o índice de pacientes recuperados que, no Hospital Notre Dame São Sebastião se aproxima dos 80% – acima da média nacional, que é de 74%, conforme dados do EPIMED.

Não temos que pagar para ver! Esse vírus acentua as mais diferentes patologias e pode provocar sequelas irreversíveis. O nosso comportamento precisa mudar! São atitudes básicas que afastam a possibilidade de contrair e disseminar o vírus: lavar as mãos, manter a higiene, usar a máscara e, principalmente, pensar no outro. Tenhamos respeito pela vida: a nossa e a do próximo!

Estamos no pior momento até aqui, mas, se não houver conscientização, essa guerra será ainda mais grave!”

Saiba mais sobre as fraturas de clavícula

Os traumas diretos ao nível dos ombros, muito frequentes em quedas da própria altura e em acidentes de trânsito, representam a principal causa das fraturas da clavícula –  uma das mais comuns, tanto entre as crianças quanto entre os adultos.

Apesar de ocasionadas pelos mesmos mecanismos de trauma, como ocorre durante a prática de atividades físicas e a realização de brincadeiras, é nos adultos que as fraturas costumam exigir tratamento cirúrgico, assegurando uma recuperação funcional mais rápida.

Três semanas após o procedimento, que apresenta índice de sucesso de 95 a 98%, retira-se a imobilização e inicia-se a reabilitação com orientação de fisioterapeuta. Ao constatar-se a cicatrização da fratura, entre quarta e a sexta semana após a cirurgia, dá-se início à prática de exercícios de reforço muscular, a fim de devolver ao paciente as condições necessárias para que retome suas atividades laborais e esportivas – o que deve ocorrer três meses após a intervenção cirúrgica.

Em adultos, o tratamento conservador é indicado apenas para fraturas parciais ou aquelas com mínimo desvio, desde que acometam pacientes que não praticam esportes competitivos.

Nas crianças, por sua vez, a imobilização é o tratamento mais indicado, pois, graças às suas caraterísticas de vascularização e de periósteo, a cicatrização tende a ser ágil e a remodelação óssea satisfatória. Além disso, os procedimentos cirúrgicos apresentar maior risco de não cicatrização e de reações ao material de síntese.

No que diz respeito aos sintomas relacionados às fraturas de clavícula – lesões que não comprometem a vida do paciente, mas podem levá-lo à perda funcional e a sequelas de movimento, caso não sejam tratadas adequadamente -, os principais são a dor localizada e a limitação para elevar o membro superior. Além disso, pode-se verificar hematoma, edema e, até, deformidade óssea, dependendo da intensidade do trauma. Percebendo-os, procure um especialista.

Março Vermelho alerta a respeito do câncer renal

Identificado pela cor vermelha, o mês de março busca conscientizar acerca do câncer renal – doença que ocupa a terceira posição entre as mais frequentes do aparelho geniturinário.

Acometendo, geralmente, indivíduos entre os 50 e os 70 anos, os tumores são duas vezes mais frequentes nos homens que nas mulheres e encontram, na Doença de Von Hippel-Lindau, na hipertensão, na obesidade, no histórico familiar e no tabagismo, os fatores de risco para o seu desenvolvimento.

Caracterizada por dor, presença de sangue na urina e uma massa abdominal palpável, a doença é comumente identificada de forma incidental, graças à realização de exames de rotina. Seu diagnóstico final, porém, é feito por meio da ultrassonografia, além da tomografia computadorizada do abdômen – bastante útil, também, para a identificação do seu estágio.

Quanto ao tratamento do câncer renal, a cirurgia é o única terapêutica curativa definitiva já conhecida. No entanto, o diagnóstico precoce de pequenas massas renais vem possibilitando que, ao invés da Nefrectomia Radical – isto é, a extração  de todo o rim, além da glândula adrenal e dos linfonodos regionais -, se opte mais frequentemente pela Nefrectomia Parcial – que consiste na retirada do tumor com pequena margem de segurança, preservando-se o restante do tecido renal.

 

Fevereiro Roxo alerta a respeito do Mal de Alzheimer, do Lúpus e da Fibromialgia

Apesar de serem doenças notavelmente distintas, o Mal de Alzheimer, o Lúpus e a Fibromialgia têm, ao menos, dois aspectos em comum. O primeiro deles é o fato de não que, para elas, não há cura conhecida pela Medicina. O segundo, o de serem lembradas durante o “Fevereiro Roxo” – mês de conscientização acerca da relação direta entre o seu diagnóstico precoce e a manutenção da qualidade de vida.

Conheça mais sobre cada uma das enfermidades:

Mal de Alzheimer:
– é provocado pelo acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro do seu portador;
– resulta na perda da capacidade cognitiva e da memória;
– atinge especialmente os idosos e, como os seus sintomas podem ser confundidos com condições inerentes à velhice, mostra-se uma doença de difícil diagnóstico;
– de forma lenta e gradual, o acúmulo proteico afeta mais regiões do cérebro, ocasionando novos prejuízos à vida do paciente;
– em estágios finais, o portador pode precisar de assistência até para realizar atividades básicas, como tomar banho.

Lúpus:
– é uma doença inflamatória autoimune, isto é, ocorre quando o próprio Sistema Imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo humano;
– pode afetar diversos órgãos e tecidos, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro;
– em casos graves e diante da ausência de tratamento adequado, pode levar à morte.

Fibromialgia:
– é uma doença reumatológica que acomete, em sua maioria, as mulheres;
– tem como característica a dor muscular crônica e generalizada;
– apresenta, também, sintomas como fadiga e alterações do sono, da memória e do humor;
– tratada adequadamente, com a associação de medicamentos e terapias como a Acupuntura e a Fisioterapia, o paciente pode viver com qualidade;
– sem tratamento, porém, a enfermidade pode resultar em incapacidade física e limitação funcional.

Agravamento da situação epidemiológica impõe a adoção de novas medidas

A Congregação de Nossa Senhora, mantenedora do Hospital Notre Dame São Sebastião, informa a comunidade regional que a instituição localizada em Espumoso atingiu a ocupação máxima dos leitos destinados ao tratamento da Covid-19. Dos 11 contratados pelo Estado do Rio Grande do Sul – seis clínicos e cinco de Terapia Intensiva – todos estão ocupados, evidenciando o colapso sanitário provocado pela pandemia.

Diante dessa situação, é necessária a implementação das seguintes medidas:

– Os atendimentos eletivos estão suspensos, com exceção daqueles voltados a pacientes com doenças que colocam em risco a sua vida.

– Pacientes com sintomas respiratórios e sem comprovação de infecção pelo novo coronavírus deverão procurar as Unidades Básicas de Saúde do município, responsáveis pela triagem dos casos.

– A internação de pacientes com sintomas de Covid-19 obedecerá a regulação da Secretaria Estadual de Saúde. No entanto, não estarão desassistidos aqueles com suspeita de infecção pelo novo coronavírus que, mediante avaliação médica, tiverem atestada a gravidade e a urgência dos sintomas.

Ressalta-se quão imprescindível é que todos sejam rigorosos na manutenção das medidas capazes de minimizar a disseminação do vírus. Use máscara, higienize as mãos, mantenha o distanciamento interpessoal e não participe de aglomerações.

Laboratório de Análises Clínicas recebe o certificado “Excelente – 2020”

O Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Notre Dame São Sebastião foi condecorado, pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), com o certificado “Excelente – 2020” – que reconhece as organizações do gênero que se destacaram pela atuação e pelas avaliações nos ensaios de proficiência, ao longo de todo este ano.

Segundo o coordenador do Laboratório, Gustavo Schaffazick, a honraria atrelada à Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC ) coroa o empenho da equipe – composta por dois farmacêuticos bioquímicos e três técnicos de laboratório – em realizar exames com qualidade e confiabilidade, auxiliando no diagnóstico de pacientes oriundos de Espumoso e dos demais municípios que integram a região do Alto da Serra do Botucaraí, hospitalizados ou não.

 

Hospital São Sebastião apresenta o seu novo administrador

Graduado em Administração Hospitalar, o Mestre em finanças, Marcelo Padoin Canazaro, é o novo administrador do Hospital Notre Dame São Sebastião.

Cursando uma nova Especialização em Design Doing e Métodos Ágeis, o profissional atua, desde 1995, na área da Saúde. Tal experiência, sobretudo no âmbito das entidades filantrópicas, foi determinante para que, após um rigoroso processo seletivo, a Rede de Hospitais Notre Dame efetuasse a sua contratação – como enfatiza a diretora das instituições mantidas em Espumoso e Não-Me-Toque, Irmã Cristina Backes.

Assumindo o cargo nessa segunda-feira (19), Marcelo afirma estar entusiasmado com os serviços ofertados pelo Hospital aos pacientes do Alto da Serra do Botucaraí, destacando quão atualizada é a sua infraestrutura, quão cômodas são as suas instalações e quão capacitados são os seu colaboradores.

Detecção precoce é fundamental para o tratamento do câncer de mama

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados, no Brasil, 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

No mundo, esse é o tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Em 2018, ocorreram 2,1 milhões de casos novos – o que corresponde a 11,6% de todos os cânceres estimados. No Brasil, em 2017, 16.724 óbitos foram registrados por câncer de mama em mulheres – o equivalente a um risco de 16,16 por 100 mil.

Apesar de o Outubro Rosa ser o mês de conscientização voltado ao público feminino, é muito importante lembrar que um dos grandes mitos da medicina é que o câncer de mama não afeta os homens. Das 16.927 pessoas que morreram em decorrência da doença no Brasil, no ano passado, 203 eram homens. Apesar de raro, estimativas nacionais indicam que 1% dos casos de câncer de mama afeta os homens brasileiros.

A doença
O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. Ele se desenvolve em decorrência de alterações genéticas, porém, isso não significa que os tumores da mama são sempre hereditários.

A doença pode ser in situ, aquela em que ainda não há risco de invasão e metástase, com chances de cura de aproximadamente 100%. Mesmo os tumores invasivos (quando invadem a membrana basal da célula) podem ser curados, se o diagnóstico for estabelecido em fase precoce.

O tipo histológico mais comum de câncer de mama é o carcinoma de células epiteliais, que se divide em lesões in situ e invasoras. Os carcinomas mais frequentes são os ductais ou lobulares.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar e algumas pacientes que têm a doença podem não apresentar nenhum desses sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas e saiba reconhecer alterações, a fim de alertar o médico.

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas, buscando identificar alterações, é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Para aquelas que já passaram a menopausa, o autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Ao observar qualquer alteração, a mulher deve comunicá-la imediatamente ao seu médico, mesmo que ela tenha aparecido pouco tempo depois da última mamografia ou do exame clínico das mamas.

O sintoma mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo ou massa. Se for um nódulo sólido, indolor e com bordas irregulares é muito provável que seja um tumor maligno, mas os cânceres de mama podem ser sensíveis ao toque, macios ou redondos. Eles podem até ser dolorosos. Por esse motivo, é importante que qualquer nova massa, nódulo ou alteração na mama seja examinada por um médico.

O câncer de mama também pode apresentar vários sinais e sintomas, como:
– Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo).
– Nódulo único endurecido.
– Irritação ou abaulamento de uma parte da mama.
– Dor na mama ou mamilo.
– Inversão do mamilo.
– Eritema (vermelhidão) na pele.
– Edema (inchaço) da pele.
– Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
– Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
– Linfonodos aumentados.

O tratamento para o câncer de mama varia conforme o estadiamento da doença e do tipo histológico, sendo desde a cirurgia mamária (setorectomia ou mastectomia) até a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia), a quimioterapia e a radioterapia.

Importância da prevenção
A prevenção e a detecção precoce do câncer de mama são essenciais para reduzir o índice de mortalidade da doença. Por isso, evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica para prevenir a doença. O excesso de peso, por sua vez, aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer. Além disso, a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.

Ainda não há certeza da associação do uso de pílulas anticoncepcionais com o aumento do risco para o câncer de mama. Podem estar mais predispostas a ter a doença mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A prevenção reduz as chances de o câncer de mama se manifestar, mas, infelizmente, nem sempre é possível evitar completamente seu surgimento, devido à variação dos fatores de risco e às características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia. É por isso que aliar prevenção à detecção precoce do câncer de mama é fundamental.

Para diagnosticar a doença em sua fase inicial, é necessária a realização de exames. Nessa etapa, os esforços não se direcionam a evitar que o câncer se manifeste, mas a investigar se ele está presente, a fim de possibilitar que o tratamento inicie o mais rápido possível em caso positivo. Por isso, no caso do câncer de mama, os exames para detecção precoce não devem ser chamados de preventivos.

Entre as estratégias de detecção precoce estão o rastreamento do câncer e a política de realização de exames na população de risco, em pessoas ainda sem sintomas. No Brasil, a Lei 11.664/2008 define que a mamografia de rastreamento deve ser realizada, anualmente, em todas as mulheres com idade entre 40 e 69 anos – estratégia defendida pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Porém, o Ministério da Saúde adota como diretriz uma portaria posterior, que define que apenas mulheres entre 50 a 69 anos realizem o exame de rastreamento, com o máximo de dois anos entre os exames.

Além da mamografia de rastreamento, a detecção precoce do câncer de mama pode ser feita em consultas ao ginecologista, através do exame clínico.

Por: Bruna da Silva Wiatrowski – Médica Ginecologista e Obstetra (CRM 41150)