Notre Dame São Sebastião

O que é cirurgia de cabeça e pescoço?

A cirurgia de cabeça e pescoço é uma especialidade voltada para prevenção, diagnóstico, tratamento clínico e cirúrgico de patologias que acometem essa região, excetuando o cérebro – que é tratado pelos neurologistas e neurocirurgiões.

Os tumores de cabeça e pescoço são, hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nono tipo de câncer mais comum no mundo – o que evidencia a importância da prevenção, do diagnóstico e tratamento precoces.

Entre as doenças tratadas pelo cirurgião de cabeça e pescoço temos, com maior frequência, os nódulos de tireoide e os tumores de cavidade oral. No entanto, essa especialidade também trata lesões de pele na face, couro cabeludo e pescoço, lesões da garganta, da laringe (o órgão da voz), de glândulas salivares, fossas nasais e nódulos cervicais.

Sendo assim, é recomendado que se procure o cirurgião de cabeça e pescoço nos seguintes casos:
• sempre que apresentar lesões na boca com mais de duas semanas de duração;
• presença de alterações da voz com mais de duas semanas de duração;
• presença de dificuldade ou dor para engolir, engasgos;
• nódulos cervicais ou nódulos em tireoide;
• dificuldade para respirar;
• presença de lesões de pele – principalmente aquelas com alteração de cor, crescimento, dor, coceira ou sangramento local.

Além dessas indicações, todos os pacientes tabagistas ou que abusam do álcool têm indicação de avaliação com um cirurgião de cabeça e pescoço para orientações e o diagnóstico precoce de tumores.

Por: Elizia de Bitencourt – Médica Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço

O tabagismo é prejudicial ao fígado?

Diariamente, nos consultórios médicos, recebemos pacientes com doença hepática, que são fumantes e ingerem bebidas alcoólicas. Há vários anos, conhecemos os efeitos maléficos do álcool no fígado, mas o que poucas pessoas sabem é que o hábito de fumar também é prejudicial nesse sentido. O erro mais comum do alcoolista que apresenta cirrose ou outra doença hepática é dizer “agora vou parar de beber por causa do meu fígado, mas vou continuar fumando, porque o cigarro não tem problema…”.

É importante salientar, portanto, que o fígado tem uma função importante na filtragem do sangue. Ao ingerirmos substâncias prejudiciais ao organismo, o fígado as expele pelo intestino, através das fezes. Com o tabagismo, por exemplo, grande parte das substâncias cancerígenas e das toxinas presentes no cigarro são absorvidas pelo pulmão e caem na circulação sanguínea, indo diretamente para o fígado – que, ao tentar filtrar tais toxinas, tem sua função comprometida, principalmente se ele já for um órgão doente.

Além disso, nos últimos anos, diversas publicações científicas sugerem que fumar faz mal para o fígado e o tabaco é um fator de risco para o surgimento do câncer de fígado. Esses estudos revelam que o tabagismo acelera ou agrava uma doença hepática pré-existente, como esteatose (gordura no fígado), hepatite crônica pelos vírus da hepatite B e C ou qualquer outra forma de hepatite crônica.

Baseado nessas informações, podemos concluir que fumar também faz mal ao fígado, seja ele doente ou sadio. Portanto, a recomendação atual é que pessoas com doenças hepáticas já conhecidas devem abandonar tanto o uso de bebidas alcoólicas quanto o tabagismo.

Por: Dra Raquel Scherer de Fraga/Hepatologista e Professora de Medicina da IMED.

Cuidado paliativo pode ser indicado para pacientes idosos

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 50% dos diagnósticos de câncer e 70% das mortes causadas por essa doença ocorrem em indivíduos acima de 65 anos – números que tendem a crescer conforme o percentual de idosos aumenta.

Pensando nisso, o cuidado paliativo é indicado para todas as pessoas que sofrem com o câncer, especificamente em situações nas quais ele ameace a continuidade da vida. Geralmente, a aplicação desses cuidados é mais aceitável em pacientes mais velhos, mas é importante salientar que, além do câncer, outras doenças frequentes na população idosa também possuem indicação de cuidados paliativos, tais como demências, insuficiência cardíaca, enfisema pulmonar e a doença renal crônica.

Os princípios do tratamento de câncer em pacientes mais velhos são os mesmos aplicados nos mais jovens. A diferença é que, no caso dos idosos, eles podem, em decorrência da idade, apresentar decadência da função de órgãos e, por essa razão, carecem de uma atenção especial quanto aos riscos da quimioterapia em relação à qualidade de vida. Desse modo, a fim de tornar os tratamentos mais eficazes, a detecção precoce do câncer é sempre importante para todos os pacientes.

Por fim, determinar a melhor estratégia no tratamento oncológico para o paciente idoso requer uma avaliação completa, que analisa a expectativa de vida do paciente, sua aptidão física, apoio social, opções e crenças pessoais. Portanto, na hora de escolher seu médico especialista, certifique-se que ele é de confiança para conversar com você sobre todos os processos envolvidos nesse período.

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler – Médico Oncologista

Humanização norteia encontro promovido com profissionais de saúde

Temos uma tendência natural de alavancar os aspectos negativos do cotidiano. Sendo assim, é de grande valia oportunizar momentos de sensibilização e reflexão para que o profissional de saúde possa, a partir de vivências positivas e significativas, perceber a importância do trabalho que exerce na vida das pessoas – promovendo, assim, sua autoestima.

Com esse intuito, os funcionários do Hospital Notre Dame São Sebastião (HNDSS) participaram de um encontro de desenvolvimento sobre o tema “Humanização”, cujo objetivo foi desenvolver a sensibilidade e a empatia dos profissionais, a fim de que possam colocar-se no lugar do paciente – entendendo seus sentimentos e necessidades – e qualificar a prestação de serviço.

Estudo apresenta novidades sobre o câncer colorretal

Um estudo realizado na Universidade de Trento (Itália) e publicado na revista Nature Medicine apresentou novidades acerca do câncer colorretal, indicando que o microbioma – conjunto de microrganismos presentes no intestino – pode ser usado para antever a doença.

Desenvolvida por estudiosos da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio da FAPESP, a pesquisa foi conduzida a partir da análise do microbioma intestinal, durante a qual, em algumas amostras, foram detectadas alterações e a ocorrência da patologia. Para isso, os pesquisadores combinaram análise de metagenômica, bioinformática e aprendizagem de máquina para estabelecer a relação com o câncer.

A partir desse estudo – que contou com a participação de 969 pessoas de diferentes países – surgiram outras descobertas importantes para a área, como o fato de que há maior quantidade de bactérias no intestino de pessoas que estão com o câncer colorretal e, ainda, a associação entre a doença e a presença de uma enzima que destrói a colina – nutriente que faz parte do complexo B de vitaminas.

Até então, os pesquisadores acreditavam que o ambiente ácido do estômago eliminasse os microrganismos, contudo, os pacientes com câncer colorretal possuem um número mais elevado de espécies orais que se deslocam para o intestino. A causa dessa movimentação ainda é desconhecida.

Essas novas descobertas, por sua vez, levam a um questionamento: são as bactérias que estão causando o câncer ou é a doença que cria um ambiente diferente e favorece o aparecimento de certas bactérias? A resposta ainda não foi encontrada pelos pesquisadores, mas, futuramente, ela será importante para auxiliar em novos tratamentos para o câncer colorretal.

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler

Julho é o mês de conscientização sobre as hepatites virais

Caracterizadas como inflamações no fígado que podem ser causadas por vírus, bactérias ou pelo consumo excessivo de produtos tóxicos – como álcool ou medicamentos, as hepatites podem tornar-se crônicas, levando a outras doenças – como cirrose e câncer. Por isso, a campanha Julho Amarelo – criada em alusão ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, lembrado em 28 de julho – visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento dessa doença.

Há três principais tipos de hepatites virais, sendo elas Hepatite A, Hepatite B e Hepatite C, que, em geral, são assintomáticas. Assim, o diagnóstico ocorre por meio de exames de sangue. A Hepatite A, por exemplo, é transmitida por via fecal-oral, pelo consumo de alimentos, talheres e copos contaminados. Já na Hepatite B, a transmissão acontece a partir de relações sexuais, de objetos perfuro-cortantes que contenham sangue contaminado ou de mãe para filho.

A contaminação pelo vírus da Hepatite C, por sua vez, se dá, principalmente, por meio de sangue contaminado. Nesse caso, as chances de a transmissão ocorrer de mãe para filho ou por relações sexuais são inferiores a 15%. De acordo com a médica hepatologista e doutora em Gastroenterologia, Raquel Scherer de Fraga, a Hepatite C foi uma das doenças cujo tratamento mais evoluiu nos últimos 20 anos. “Surgiram medicamentos altamente eficazes e com um perfil de segurança muito bom, ou seja, com poucos efeitos adversos”, afirma a especialista.

Atualmente, segundo a especialista, as chances de cura estão próximas a 100% dos casos. “O novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Hepatites Virais contempla tratamento para todos os pacientes pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, independentemente do grau de lesão hepática”, explica. Salienta-se, ainda, que as hepatites A e B podem ser prevenidas com vacinas – disponíveis na rede pública de saúde e que integram o calendário de vacinação infantil.

Dra. Raquel Scherer de Fraga

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1998), residência Médica em Medicina Interna no Hospital Nossa Senhora da Conceição (1999-2000), residência em Gastroenterologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (2001-03). Mestre em Gastroenterologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005), doutora em Gastroenterologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2009). Médica gastroenterologista, com Certificado de Área de Atuação em Hepatologia.Preceptora do Programa de Residência Médica em Gastroenterologia da Universidade Federal da Fronteira Sul / cenário de prática no Hospital de Clínicas de Passo Fundo.

Diagnóstico precoce aumenta chances de cura no caso de linfomas

Câncer do sistema linfático – responsável pela defesa do organismo –, o linfoma ocorre quando uma célula adoece e dissemina-se descontroladamente pelo organismo. Assim, em vez de proteger o corpo contra vírus, bactérias e fungos, entre outros parasitas, essas células acabam tornando-se malignas.

Os linfomas se dividem em Hodgkin e Não Hodgkin. O primeiro acomete de 10% a 20% das pessoas, geralmente crianças e adultos jovens, e é mais comum no sexo masculino, sendo que a doença pode surgir em qualquer parte do corpo. Já o linfoma Não Hodgkin acomete cerca de 60% das crianças entre cinco e quinze anos, também atingindo homens e mulheres na fase adulta.

Entre as diversas formas de tratamento existentes atualmente, as mais convencionais são a quimioterapia, a radioterapia e o transplante de medula óssea. Há, contudo, alternativas terapêuticas, que atingem diretamente as células cancerosas sem alcançar as células sadias, o que torna o tratamento mais produtivo e acarreta menos efeitos colaterais aos pacientes. Nesse caso, ele inclui a imunoterapia com anticorpos monoclonais e, mais recentemente, a utilização de moléculas-alvo, ou seja, terapias celulares específicas que agem dentro das células.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se 10 mil casos novos da doença por ano. Entretanto, há grandes chances de cura a partir do diagnóstico precoce. Por isso, recomenda-se que as pessoas estejam atentas ao seu corpo, pois o linfoma pode vir acompanhado de febre, perda de peso e coceira persistente – sintomas que podem também ser comuns a outros tipos de doenças. A patologia pode começar em qualquer lugar do corpo em que existam células linfáticas, mas é mais comum surgir em nódulos do pescoço, axilas e região da virilha.

Fonte: ASCOM HNDSS Luzia Camargo e Caroline Beccari

Estudo de hepatologista do Hospital São Sebastião é selecionado para congresso internacional

A médica gastroenterologista, com área de atuação em hepatologia, Dra. Raquel Scherer de Fraga, teve um dos trabalhos de seu pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) selecionado para o“EASL-AASLD HBV Endpoints Meeting” – evento organizado em conjunto pela Associação Europeia e Americana para Estudo de Doenças Hepáticas (EASL e AASLD). Realizado, em Londres, no mês de março, o congresso teve como objetivo reunir as comunidades acadêmicas, regulatórias e farmacêuticas para discutir a terapêutica, o desenho de novos estudos e preocupações de segurança com relação a novas abordagens terapêuticas destinadas a alcançar a cura da hepatite B.

Ao todo, foram selecionados 31 trabalhos sobre hepatite B, enviados por pesquisadores de diversos países, sendo o estudo da Dra. Raquel o único representante brasileiro. A profissional, além de atuar no Hospital de Clínicas de Passo Fundo e no Hospital Notre Dame – São Sebastião, em Espumoso, também é professora do curso de Medicina da Faculdade IMED. Em novembro de 2018, ela já havia apresentado um de seus trabalhos em outro importante evento internacional, chamado The AASLD Liver Meeting, em San Francisco, nos Estados Unidos.

Neste ano, em março, a médica hepatologista levou ao congresso um estudo intitulado“Adverse eventsofnucleos (t)ide analogues for chronichepatitis B: a systematicreview”, que foi desenvolvido como parte do seu pós-doutorado pela Faculdade de Medicina da USP, orientado pela Prof. Suzane Kioko Ono. Trata-se de uma análise de informações sobre os efeitos colaterais de medicações utilizadas para a hepatite B crônica, focando especialmente na comparação entre o tenofovirdisoproxilfumarato (TDF) – já utilizado no Brasil há vários anos – e o tenofoviralafenamida (TAF) – uma droga aprovada em 2016 para o tratamento da hepatite B e ainda não disponível no Brasil.

O estudo concluiu que, apesar de ambas as medicações serem seguras e com poucos eventos adversos, o número de pacientes tratados com TAF ainda é muito pequeno em comparação ao TDF e às demais drogas utilizadas no tratamento da hepatite B para se consolidar um perfil de segurança acurado.

Fonte: ASSCOM HNDSS – Luzia Camargo/Caroline Beccari

Sangramento uterino anormal: uma patologia frequente no consultório

O Sangramento Uterino Anormal (SUA), agudo ou crônico, é definido como o sangramento proveniente do corpo uterino, com anormalidade – seja na sua regularidade, no volume, na frequência ou duração -, em mulheres que não estão grávidas. As principais causas são distúrbios hormonais na ovulação, miomatose uterina, adenomiose, pólipos e outras comorbidades, como disfunções da tireoide e da insulina, e obesidade.

Responsável por grande número das consultas ginecológicas, o SUA é, na maioria das vezes, um sangramento de pequena intensidade, que não compromete o estado geral das pacientes. Entretanto, em algumas situações, essa condição pode ser debilitante, a ponto de haver indicação de procedimentos cirúrgicos, como as histerectomias (retirada do útero). Em situações de cronicidade, essa perda de sanguínea excessiva pode, além dos problemas médicos, afetar a qualidade de vida, tanto pela necessidade de mudança de hábitos (como as trocas frequentes de absorventes) quanto pelo fato de estar associada a cólicas menstruais e à anemia ferropriva subsequente.

A abordagem das pacientes deve ser feita considerando a faixa etária, pois as causas principais de SUA variam quando se tratam de adolescentes, mulheres na vida reprodutiva ou no período climatérico. Para seu diagnóstico são necessários alguns recursos propedêuticos, visto que há a necessidade de se distinguir o SUA de origem estrutural (lesões anatômicas do útero) daquele de causas não estruturais (também conhecidas como disfuncionais), pois as condutas terapêuticas são bastante diversas e o tratamento depende de um diagnóstico preciso.

Para a abordagem diagnóstica é necessário, primeiramente, a exclusão de gestação. A evolução inicial inclui história detalhada do sangramento e de antecedentes, com foco em fatores de risco para câncer de endométrio, coagulopatias, medicações em uso, doenças concomitantes, além de exame físico completo, com foco em sinais da síndrome dos ovários policísticos, resistência insulínica, doenças da tireoide, petéquias, equimoses, lesões da vagina ou colo do útero, além de tamanho do útero. Para investigação complementar, pode-se utilizar hemograma, dosagem de ferritina e ultrassonografia pélvica.

O objetivo do tratamento é a redução do fluxo menstrual, reduzindo morbidade e melhorando a qualidade de vida. O tratamento por meio de terapêutica farmacológica ou medicamentosa é considerado a primeira linha a ser seguida, sempre que possível. A efetividade e aderência a essa alternativa está fortemente ligada ao atendimento médico e à excelência da relação médico-paciente. Prover informações sobre os recursos terapêuticos, seu mecanismo de ação, benefícios e riscos, bem como informações dos resultados esperados e orientação quanto ao uso prolongado, pode ser crucial para a continuidade do tratamento. Portanto, procure seu ginecologista para acompanhamento e exames de rotina ginecológica.

Por: Bruna Wiatrowski – Ginecologista /Obstetra

Mitos e verdades sobre a vacinação em gestantes

Durante a gestação, algumas alterações naturais no organismo podem levar à queda da imunidade na mulher e, assim, favorecer a ocorrência de infecções. Com o corpo mais “sensível”, o cenário é propício para que o vírus Influenza, por exemplo, se estabeleça, implicando em consequências graves. Por isso, a importância de as gestantes ficarem atentas ao período de imunização contra a gripe.

Confira, abaixo, algumas das principais dúvidas com relação à vacinação:

1) A gripe representa risco às gestantes?
Sim. A gripe durante a gestação ou puerpério pode levar a quadros clínicos graves, pneumonia e até mesmo morte. O risco de complicações é muito alto, principalmente no terceiro trimestre de gestação, mantendo-se elevado no primeiro mês após o parto. A vacinação contra o vírus Influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e para o lactente. Afinal, estudos demonstram que os lactentes de mães que receberam essa imunização apresentaram menor risco de contrair a doença.

2) Quais as vantagens da vacina para as gestantes?
Essa é uma das vacinas mais importantes no período gestacional. Além de proteger a mulher do vírus da gripe normal, também evita internações por bronquite e pneumonia, devido à queda da imunidade. A vacina proporciona anticorpos maternos para o bebê por meio da placenta, uma vez que os anticorpos da criança ainda estão em formação e, após a vacinação, os anticorpos maternos atingem seu pico e são parcialmente transferidos para a criança.

3) Bebês podem receber a vacina contra a gripe?
Sim. A vacina não causa nenhuma complicação aos bebês – pelo contrário, os protege. Crianças de seis meses a cinco anos fazem parte do grupo de risco e têm preferência na vacinação contra a gripe.

4) Todas as gestantes devem se vacinar?
Sim, em qualquer fase da gestação. Ela é gratuita para gestantes (não precisa comprovação de gestação) e puérperas de até 45 dias (levar certidão de nascimento do recém-nascido ou cartão da gestante).

5) É prejudicial aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo na gestante?
Não, pois vários estudos já têm demonstrado essa possibilidade. Quando a gestante for se vacinar contra a gripe, por exemplo, pode aproveitar a oportunidade e atualizar a caderneta de vacinação. Mas, em todas as situações, deve se seguir o que for orientado pelo profissional de saúde, que também vai informar quais vacinas são indicadas para gestantes no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

6) A vacina causa gripe na gestante?
Não. A vacina da gripe usa vírus inativado (morto) em sua composição, portanto, não é possível que provoque a doença causada pelos três tipos de vírus contidos na vacina.

7) A combinação antibiótico e vacina é perigosa para quem está grávida?
Não. A vacina em gestantes pode ser administrada com segurança mesmo que a pessoa esteja usando antibiótico.

8) A gestante pode tomar vacinas se estiver doente?
É preciso que a gestante faça uma avaliação em um serviço de saúde para saber se o caso dela requer adiamento ou se há contraindicação para a vacina. O profissional de saúde é quem deve orientar a gestante nesses casos.

Fonte: Ministério da Saúde
Adaptações: Dra. Bruna Wiatrowski: Ginecologista/Obstetra