Notre Dame São Sebastião

Laboratório de Análises Clínicas recebe o certificado “Excelente – 2020”

O Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Notre Dame São Sebastião foi condecorado, pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), com o certificado “Excelente – 2020” – que reconhece as organizações do gênero que se destacaram pela atuação e pelas avaliações nos ensaios de proficiência, ao longo de todo este ano.

Segundo o coordenador do Laboratório, Gustavo Schaffazick, a honraria atrelada à Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC ) coroa o empenho da equipe – composta por dois farmacêuticos bioquímicos e três técnicos de laboratório – em realizar exames com qualidade e confiabilidade, auxiliando no diagnóstico de pacientes oriundos de Espumoso e dos demais municípios que integram a região do Alto da Serra do Botucaraí, hospitalizados ou não.

 

Hospital São Sebastião apresenta o seu novo administrador

Graduado em Administração Hospitalar, o Mestre em finanças, Marcelo Padoin Canazaro, é o novo administrador do Hospital Notre Dame São Sebastião.

Cursando uma nova Especialização em Design Doing e Métodos Ágeis, o profissional atua, desde 1995, na área da Saúde. Tal experiência, sobretudo no âmbito das entidades filantrópicas, foi determinante para que, após um rigoroso processo seletivo, a Rede de Hospitais Notre Dame efetuasse a sua contratação – como enfatiza a diretora das instituições mantidas em Espumoso e Não-Me-Toque, Irmã Cristina Backes.

Assumindo o cargo nessa segunda-feira (19), Marcelo afirma estar entusiasmado com os serviços ofertados pelo Hospital aos pacientes do Alto da Serra do Botucaraí, destacando quão atualizada é a sua infraestrutura, quão cômodas são as suas instalações e quão capacitados são os seu colaboradores.

Detecção precoce é fundamental para o tratamento do câncer de mama

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados, no Brasil, 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

No mundo, esse é o tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Em 2018, ocorreram 2,1 milhões de casos novos – o que corresponde a 11,6% de todos os cânceres estimados. No Brasil, em 2017, 16.724 óbitos foram registrados por câncer de mama em mulheres – o equivalente a um risco de 16,16 por 100 mil.

Apesar de o Outubro Rosa ser o mês de conscientização voltado ao público feminino, é muito importante lembrar que um dos grandes mitos da medicina é que o câncer de mama não afeta os homens. Das 16.927 pessoas que morreram em decorrência da doença no Brasil, no ano passado, 203 eram homens. Apesar de raro, estimativas nacionais indicam que 1% dos casos de câncer de mama afeta os homens brasileiros.

A doença
O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. Ele se desenvolve em decorrência de alterações genéticas, porém, isso não significa que os tumores da mama são sempre hereditários.

A doença pode ser in situ, aquela em que ainda não há risco de invasão e metástase, com chances de cura de aproximadamente 100%. Mesmo os tumores invasivos (quando invadem a membrana basal da célula) podem ser curados, se o diagnóstico for estabelecido em fase precoce.

O tipo histológico mais comum de câncer de mama é o carcinoma de células epiteliais, que se divide em lesões in situ e invasoras. Os carcinomas mais frequentes são os ductais ou lobulares.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar e algumas pacientes que têm a doença podem não apresentar nenhum desses sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas e saiba reconhecer alterações, a fim de alertar o médico.

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas, buscando identificar alterações, é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Para aquelas que já passaram a menopausa, o autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Ao observar qualquer alteração, a mulher deve comunicá-la imediatamente ao seu médico, mesmo que ela tenha aparecido pouco tempo depois da última mamografia ou do exame clínico das mamas.

O sintoma mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo ou massa. Se for um nódulo sólido, indolor e com bordas irregulares é muito provável que seja um tumor maligno, mas os cânceres de mama podem ser sensíveis ao toque, macios ou redondos. Eles podem até ser dolorosos. Por esse motivo, é importante que qualquer nova massa, nódulo ou alteração na mama seja examinada por um médico.

O câncer de mama também pode apresentar vários sinais e sintomas, como:
– Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo).
– Nódulo único endurecido.
– Irritação ou abaulamento de uma parte da mama.
– Dor na mama ou mamilo.
– Inversão do mamilo.
– Eritema (vermelhidão) na pele.
– Edema (inchaço) da pele.
– Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
– Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
– Linfonodos aumentados.

O tratamento para o câncer de mama varia conforme o estadiamento da doença e do tipo histológico, sendo desde a cirurgia mamária (setorectomia ou mastectomia) até a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia), a quimioterapia e a radioterapia.

Importância da prevenção
A prevenção e a detecção precoce do câncer de mama são essenciais para reduzir o índice de mortalidade da doença. Por isso, evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica para prevenir a doença. O excesso de peso, por sua vez, aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer. Além disso, a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.

Ainda não há certeza da associação do uso de pílulas anticoncepcionais com o aumento do risco para o câncer de mama. Podem estar mais predispostas a ter a doença mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A prevenção reduz as chances de o câncer de mama se manifestar, mas, infelizmente, nem sempre é possível evitar completamente seu surgimento, devido à variação dos fatores de risco e às características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia. É por isso que aliar prevenção à detecção precoce do câncer de mama é fundamental.

Para diagnosticar a doença em sua fase inicial, é necessária a realização de exames. Nessa etapa, os esforços não se direcionam a evitar que o câncer se manifeste, mas a investigar se ele está presente, a fim de possibilitar que o tratamento inicie o mais rápido possível em caso positivo. Por isso, no caso do câncer de mama, os exames para detecção precoce não devem ser chamados de preventivos.

Entre as estratégias de detecção precoce estão o rastreamento do câncer e a política de realização de exames na população de risco, em pessoas ainda sem sintomas. No Brasil, a Lei 11.664/2008 define que a mamografia de rastreamento deve ser realizada, anualmente, em todas as mulheres com idade entre 40 e 69 anos – estratégia defendida pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Porém, o Ministério da Saúde adota como diretriz uma portaria posterior, que define que apenas mulheres entre 50 a 69 anos realizem o exame de rastreamento, com o máximo de dois anos entre os exames.

Além da mamografia de rastreamento, a detecção precoce do câncer de mama pode ser feita em consultas ao ginecologista, através do exame clínico.

Por: Bruna da Silva Wiatrowski – Médica Ginecologista e Obstetra (CRM 41150)

Diagnóstico correto é o maior aliado no tratamento da lombalgia

Por Afonso Papke
Reumatologista e membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame São Sebastião

Lombalgia não é um diagnóstico, mas um sintoma. Por isso, deve ser pesquisada a sua origem, que pode ser na coluna – como resultado de doenças degenerativas, inflamatórias, infecciosas ou traumáticas -, irradiada do quadril ou, também, de doenças de órgãos internos, como rim e pâncreas. Além disso, a dor pode ser muscular, como nas contraturas, ou das síndromes miofascial e neurológica, como nas compressões de raízes nervosas.

As duas principais ferramentas para o diagnóstico são a anamnese e o exame físico. Exames de imagem, como Raio-X, tomografia e ressonância, também podem ser necessários. A partir disso, os resultados devem ser sempre avaliados em conjunto com os sintomas apresentados.

A lombalgia ou dor nas costas, por exemplo, quando inicia antes dos 45 anos e tem duração de meses, com rigidez na coluna associada, pode ser um sintoma de espondilite – um reumatismo inflamatório que pode levar a deformidades e imobilidade de coluna, caso não seja tratado.

Há outros sinais de alerta que podem indicar doenças mais graves, tais como febre, perda de peso, dor durante a noite, uso de corticoide e histórico de câncer. O tratamento dependerá da causa e, por isso, é necessário ter o diagnóstico correto. A partir disso, são utilizados analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios e moduladores da dor.

O paciente deve ter muito cuidado com a automedicação. Tanto para a melhora quanto para a prevenção das dores, a correção postural, a reabilitação com fisioterapia, os alongamentos e a atividade física orientada são importantes auxiliares.

Cabe salientar, ainda, que o tratamento da dor nas costas não é sinônimo de procedimento cirúrgico. Há várias opções medicamentosas disponíveis, que, combinadas à reabilitação, promovem melhoras em muitos pacientes. Contudo, não existe fórmula mágica: o tratamento precisa de comprometimento e dedicação.

Agosto Dourado: mês do aleitamento materno

Por Eliane Barbosa

Enfermeira obstétrica
e funcionária do Hospital Notre Dame São Sebastião

Associado ao tom dourado, numa referência a quão valioso à saúde infantil é o leite materno, agosto é dedicado a conscientizar acerca da importância de ofertá-lo em livre demanda.

No Brasil, por meio da Lei n° 13.435 – sancionada em 2017, ele também é reconhecido como o Mês do Aleitamento Materno. Por isso, durante os seus 31 dias, são realizadas ações de promoção, proteção e apoio ao ato que, mais que nutrir, fortalece vínculos.

Afinal, seja em decorrência da desinformação ou do preconceito, a sociedade ainda inflige constrangimento às mulheres que, em uma ação natural e profundamente amorosa, alimentam seus filhos em público. E, mais do que isso, protegem-nos de doenças.

Recomendado até os dois anos de idade, com ingestão exclusiva até os seis meses, o leite materno contém água, gorduras, proteínas, vitaminas e açúcares – elementos essenciais para que o bebê cresça de forma saudável. Em sua composição, há ainda anticorpos que evitam infecções, especialmente, as gastrointestinais.

Além disso, o ato de sugar auxilia no desenvolvimento da arcada dentária e da fala.

Para as mães, por sua vez, a amamentação contribui para a perda de peso após o parto e protege contra o câncer de mama e de ovário.

O Mês do Aleitamento Materno ressalta, também, a importância de, sempre que possível, contribuir com o estoque dos bancos de leite.

Visando ao enfrentamento da Covid-19, Hospital São Sebastião é beneficiado por emendas parlamentares

Oriundas dos poderes legislativos estadual e federal, elas somam mais de R$ 700 mil

Com a contribuição de emendas parlamentares, o Hospital Notre Dame São Sebastião pôde estruturar-se para oferecer o atendimento ideal aos pacientes provenientes do Alto da Serra do Botucaraí que, com suspeita ou diagnóstico de Covid-19, necessitarem de internação em leitos clínicos ou em Unidade de Terapia Intensiva.

Ao todo, mais de R$ 700 mil foram destinados à casa de saúde localizada em Espumoso, por intermédio do senador Paulo Paim (PT), do deputado federal Giovani Cherini (PL) e dos deputados estaduais Márcio Biolchi (MDB) e Eduardo Loureiro (PDT). Tal valor – e, sobretudo, a celeridade com que os recursos foram repassados ao Hospital – assegura também, conforme o seu coordenador administrativo e financeiro, Rafael Scolari, a sustentabilidade da instituição, ante os desafios impostos pela pandemia decorrente do novo coronavírus.

Saiba mais sobre o condiloma anal

Por Grasiela Elisa Scheffel

Cirurgiã com Pós-graduação em Coloproctologia
e integrante do corpo clínico do Hospital Notre Dame São Sebastião

Também conhecidos como verrugas anais, os condilomas são pequenas protuberâncias que podem afetar a pele em torno do ânus ou o interior do canal anal.

Considerados como Doença Sexualmente Transmissível, pois é através do contato íntimo e direto que ocorre a transmissão do seu agente causador: o Papiloma Vírus Humano. Entretanto, não é necessário haver penetração para o surgimento de lesões – cujo sintoma mais comum é a coceira.

Podendo causar sangramento e, mais raramente, dor, as verrugas costumam ser percebidas pelo próprio paciente. Porém, assim como podem surgir dentro do canal anal, as lesões podem ser muito planas, passando despercebidas durante a higiene. Por isso, é de grande importância a realização periódica de exame preventivo da região anal.

Identificando os condilomas, o coloproctologista irá recomendar o tratamento mais indicado – desde a aplicação local de medicamentos, quando é diagnosticado um pequeno número de verrugas, até intervenção cirúrgica.

É importante enfatizar que, por serem lesões causadas pelo HPV, elas podem estar relacionadas à ocorrência de câncer na região anal. Além disso, quando não tratadas, podem se espalhar ou crescer.

Também vale ressaltar que, mesmo após o tratamento mais recomendável, há a possibilidade de que os condilomas ressurjam. Por isso é imprescindível a realização periódica de exames.

No que diz respeito à sua prevenção, recomenda-se o uso de preservativo durante a relação sexual.

Hospital São Sebastião e Sicredi assinam convênio

Na tarde da última quinta-feira (25), o Hospital Notre Dame São Sebastião e o Sicredi Espumoso oficializaram um Acordo de Cooperação – o qual prevê a disponibilização de uma linha de crédito com condições especiais aos associados da região de abrangência da cooperativa, a fim de que possam submeterem-se a exames e cirurgias.

Para acessá-la, o cooperado deve solicitar um orçamento à casa de saúde e, posteriormente, deve encaminhá-lo à sua respectiva agência, onde o seu pedido de crédito será analisado.

Como exaltaram, à assinatura do convênio, os gerentes das agências mantidas pela instituição financeira na região, Daiane Pertile Flores e Marcos Roberto de Moraes, a parceria pretende facilitar e agilizar a realização de procedimentos eletivos.

Por sua vez, o coordenador administrativo e financeiro do Hospital, Rafael Scolari, reforçou o comprometimento da instituição em colaborar com o bem-estar dos cidadãos residentes no Alto da Serra do Botucaraí, seja por meio do tratamento a patologias ou da contribuição com a autoestima.

 

Saiba mais sobre o ceratocone

Por Camila Comin

Oftalmologista e membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame São Sebastião

Uma doença da córnea diagnosticada em uma a cada 2 mil pessoas, o ceratocone é caracterizado pelo aumento irregular da sua curvatura, de modo que o órgão assume o formato de um cone.

Afetando ligeiramente mais mulheres que homens, seus primeiros sintomas são, geralmente, identificados ainda na adolescência. Observa-se, então, que a doença costuma evoluir até os 30 ou 35 anos, quando ocorre uma estabilização natural.

O aparecimento e a progressão do ceratocone – cujos principais sintomas são o embaçamento e a distorção da visão, além do aumento frequente dos graus de miopia e astigmatismo – costumam decorrer de uma combinação entre fatores genéticos e ambientais, como o hábito de coçar os olhos.

Mesmo que já existam alternativas terapêuticas para a estabilização da doença e a reabilitação visual, como o uso de óculos e lentes de contato especiais ou, ainda, métodos cirúrgicos, deve-se evitar friccionar os olhos – ato que é o maior fator de risco para o surgimento do ceratocone.

Mas, afinal, o que um reumatologista trata?

Por Afonso Papke

Reumatologista e membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame São Sebastião 

O reumatologista é o médico especialista no tratamento de reumatismos – doenças que se manifestam em qualquer órgão e são caracterizadas pelo acometimento do Sistema Musculoesquelético, causando dor e inflamação nas articulações. Entre elas, estão a artrite reumatoide e a associada à psoríse, e espondiloartrite e o lúpus.

O reumatologista é, também, o profissional habilitado para o tratamento de dores crônicas não inflamatórias, como as de artrose e fibromialgia – doenças que podem ocorrer em qualquer idade, acarretando sérios prejuízos à qualidade de vida dos pacientes, caso os sintomas não sejam adequadamente tratados.

A atuação desse especialista, comumente, é norteada por avaliação clínica, além de exames laboratoriais e de imagem.