Dicas de Saúde

TEA: precisamos falar sobre esse assunto

O aumento no número de casos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas últimas décadas é um fator que evidencia a necessidade de abordar esse tema, ainda mais presente em abril – mês dedicado à conscientização do autismo.

Sabe-se, por exemplo, que o ambiente é um importante influenciador da gravidade dos sintomas do transtorno, potencializando-os ou amenizando-os. Por isso, os pais devem estar atentos aos sinais, visando a um diagnóstico precoce, pois, assim, as chances de desenvolvimento da criança serão maiores.

O diagnóstico é essencialmente clínico, feito por meio do contato com o paciente e sua família, já que não há um exame específico que, cientificamente, comprove o TEA. Um dos sinais mais comuns para o diagnóstico precoce é a falta ou menor frequência de olhar para a mãe durante a amamentação.

Sendo assim, o TEA apresenta atrasos:
– Na interação interpessoal, principalmente com crianças da mesma idade.
– Na comunicação.
– No entendimento das regras sociais.
– No brincar mais restrito, focalizado e repetitivo.
– No controle esfincteriano.
– No autocontrole de impulsos.
– Na aprendizagem por imitação.

Entretanto, observa-se, em alguns casos, uma progressão normal nos dois primeiros anos de vida e uma perda das habilidades cognitivas nos anos seguintes.

Acompanhamento do TEA
Realizada de modo multiprofissional, a intervenção deve ocorrer para a família e com a família, considerando alguns aspectos importantes a serem trabalhados, como:
– Ensinar de forma mais sistematizada habilidades da vida diária para a criança.
– A criação de uma rotina de treinamento do comportamento alvo.
– Regras e combinados bem delimitados.

É necessário, ainda, especificar o nível de gravidade do TEA, sendo que há, hoje em dia, adultos em que o diagnóstico de autismo pouco interfere em suas vidas. Igualmente, deve-se atentar ao diagnóstico diferencial da Síndrome de Asperger, na qual alguns sintomas coincidem com o TEA, contudo, não se observam déficits na linguagem ou atrasos no desenvolvimento.

Por: Carolina Ozelame Laner – Psicóloga

Quais os ramos da psiquiatria nos dias atuais?

O psiquiatra é o médico especialista que lida com as desordens mentais. Esse é o profissional apto a avaliar, a diagnosticar e a tratar as doenças de cunho emocional ou o sofrimento mental, utilizando, em sua prática clínica, a terapia medicamentosa ou as psicoterapias.

O atendimento foca, ainda, na prevenção das doenças mentais e na reabilitação dos pacientes, tendo como objetivo principal o bem-estar global das pessoas. Além disso, essa área médica contempla os transtornos do humor, de ansiedade, alimentares, do sono e, também, a dependência química, entre outros.

Por: Juliana Severo da Rosa – Médica Psiquiatra (CRM 36622)

A psiquiatria como aliada da saúde mental

A psiquiatria é a especialidade médica voltada à promoção da saúde mental da população, sendo o psiquiatra o responsável pela prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. Durante muito tempo, a psiquiatria foi vista como a especialidade que tratava a “loucura”, porém, hoje, sabemos que esse profissional trata desde sintomas leves até quadros mais graves de humor, de ansiedade, alimentares, aditivos, psicóticos e de personalidade. Dessa forma, o psiquiatra é um aliado na busca pela sua saúde mental – parte integrante e essencial da saúde.

A constituição da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. Portanto, a manutenção do bem-estar psíquico requer investimentos em estratégias que favoreçam o equilíbrio das funções mentais, relacionadas à qualidade da interação individual e coletiva.

O paciente deve ser visto de forma individualizada e o seu atendimento deve conciliar o acolhimento, a compreensão do sofrimento psíquico e a promoção à saúde mental, com a adequada otimização do tratamento. A conscientização acerca dos transtornos mentais, a busca e a manutenção do tratamento são os pilares para o equilíbrio mental e para a estabilidade dos sintomas.

Por: Patrycia Chedid Danna (CRM:35850)

Hospital Notre Dame São Sebastião recebe estagiários de medicina e outras graduações

O Hospital Notre Dame São Sebastião atua também como campo para práticas de estágios curriculares de estudantes dos cursos técnicos, da graduação e da pós-graduação.

As atividades de estágio desenvolvidas na instituição visam ao exercício prático de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho, de acordo com a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008.

Atualmente, temos os seguintes estagiários atuando na instituição:
Allana Pretto, natural de Espumoso, cursa o 2º semestre de Medicina pela IMED, com supervisão do enfermeiro Marcos Saldanha;
Tacyana Picinin, de Tapera, e Leandro Iran Rosa, Lages/SC, ambos cursam o 11º semestre de Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina, sob orientações do médico Dr. Jorge Alexandre Fuchs Herrmann e enfermeiro Marcos Saldanha;
Cassuza Otonni, auxiliar de farmácia, da Oportunitty, sob coordenação da farmacêutica Maria Paula de Azevedo Petter;
Tainá de Souza Moraes, técnica em informática pela IFSUL, com supervisão do técnico em manutenção de computadores Flávio de Brumm;
Otávio Cavalli de Bortoli, cursando o 4º semestre de Medicina pela Unochapecó, sob supervisão do Dr. Norton de Bortolli e do enfermeiro Marcos Saldanha.

Por que devo amamentar o meu filho?

Além de um gesto de amor, a amamentação traz diversos benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê. O leite materno, por exemplo, contém prebióticos que estimulam positivamente o funcionamento intestinal do bebê, além de oferecer a nutrição ideal, fortalecendo o sistema imunológico. Entre os aspectos positivos, estão, ainda, a redução da ocorrência de infecções respiratórias, diarreias, otites, mortes súbitas, Diabetes tipo 2 e Leucemia.

Benefícios da amamentação para o bebê:
– Diminuição nos casos de infecções respiratórias (30%).
– Redução de ocorrência de diarreias (50%).
– Redução de ocorrência de otite.
– Redução de ocorrência de enterocolite (58%).
– Redução de ocorrência de morte súbita (36%).
– Diminuição da incidência de leucemia (19%).
– Diminuição da chance de desenvolver excesso de peso e obesidade (26%).
– Diminuição da incidência de Diabetes tipo 2 (24%).
– Proteção contra rinite alérgica.
– Regulação do ciclo sucção/deglutição/respiração, prevenindo problema motor oral e suas consequências, como problemas de fala e respiração bucal.
– Diminuição da ocorrência de mal oclusões em dentes decíduos (68%).
– Aumento de 3,4 pontos no QI.
– Melhor equilíbrio emocional.

Benefícios da amamentação para a mãe:
– Redução de 4,3% na incidência de câncer de mama para cada aumento de 12 meses na amamentação.
– Redução de 30% na incidência de câncer de ovário.
– Involução uterina.
– Proteção contra anemia.
– Efeito contraceptivo: desde que a mãe esteja em amenorreia e o bebê tenha menos de 6 meses e em Amamentação Materna Exclusiva (AME) – (Prolactina inibe atividade ovariana).
– Diminuição na ocorrência de depressão.
– Aumento de 2,3 pontos no QI.
– Aspecto econômico.
– Praticidade.

Por: Ketty Pinto Corazza (CRN:5360)
Nutricionista, Especialista em Nutrição Clínica e Materno Infantil

Conheça melhor a área de atuação do Cirurgião Plástico

O Cirurgião Plástico atua na forma e função dos órgãos, tecidos e músculos, podendo promover mudança na disposição dos tecidos do corpo inteiro com finalidades reparadoras e estéticas. Além disso, ele reconstrói estruturas danificadas do corpo devido a traumas, queimaduras, sequelas cirúrgicas e lesões nervosas.

Esse especialista também realiza tanto enxerto de pele em pacientes queimados quanto o transplante microcirúrgico de ossos, músculos e pele para a cobertura de defeitos cutâneos, para restabelecer o funcionamento de um músculo ou de uma articulação lesada e para estruturas complexas da face, como o nariz, as pálpebras e a boca. Outra atribuição do profissional é a realização das cirurgias estéticas, nas quais ele remodela o corpo da(o) paciente, visando a uma melhor harmonia do conjunto e equilíbrio estético.

As competências do Cirurgião Plástico ainda incluem o tratamento das patologias relacionadas à pele, como os Carcinomas Basocelular (CBC), os Carcinomas Espinocelular (CEC), os Melanomas e os Sarcomas, desde o diagnóstico até o acompanhamento da doença.

Há, ainda, a cirurgia plástica reconstrutora oncológica, também chamada Oncoplástica, na qual a atuação do médico se dá em conjunto com outros especialistas, proporcionando as condições para que os demais profissionais realizem suas cirurgias com padrões oncológicos curativos, além de restabelecer a forma e a função dos órgãos e tecidos operados.

A atuação mais frequente do Cirurgião Plástico, contudo, ocorre nos casos de câncer de pele (CBC, CEC e Melanoma), isoladamente ou em conjunto com outros especialistas – trabalho que também pode ser realizado para o câncer de mama, de cabeça e do pescoço, com o suporte do Mastologista e do Cirurgião de Cabeça e Pescoço, respectivamente.

Portanto, é fundamental conhecer os detalhes do tratamento, em todas as suas fases, entendendo todos os riscos e os benefícios e, principalmente, respeitando o tempo de cada uma das etapas. Para isso, agende uma consulta com o Cirurgião Plástico e esclareça suas dúvidas.


Dr. Marcelo Augusto Ravasio Machado
CRM 27009

 

Fonte: http://www.oncoguia.org.br

Adaptações: Assessoria de Comunicação do HNDSS

Dicas para evitar uma trombose das artérias das pernas

Entre as doenças cardiovasculares, a oclusão dos vasos sanguíneos é uma das maiores causas de óbito da população adulta, perdendo apenas paro o infarto. Quando ela acomete as artérias das pernas, o sangue tem dificuldade de chegar à musculatura que usamos para caminhar. Por isso, as principais medidas para evitar o problema são:

Ter uma alimentação balanceada: pobre em gorduras, colesterol e alimentos industrializados e rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e carnes magras.

Praticar exercícios físicos: isso diminui os níveis de colesterol, a pressão arterial, o aparecimento de diabetes e estimula o surgimento de novos vasos sanguíneos que compõem a circulação colateral. O recomendado é realizar atividades físicas por 30 minutos, no mínimo, três vezes por semana.

Parar de fumar: as substâncias presentes no cigarro agridem o endotélio das artérias, aumentando a deposição de gordura.

Emagrecer: a obesidade, especialmente a abdominal, é um fator de risco para a aterosclerose.

Tratar corretamente as doenças crônicas, como a Diabetes Mellitus, a Hipertensão Arterial e a Hiperlipidemia (colesterol alto): é imprescindível o acompanhamento médico, com exames frequentes, ajuste de medicações e modificação dos hábitos de vida. (Nada de medir pressão ou glicemia na farmácia e achar que isso é suficiente!)

Quer saber mais sobre as varizes? Clique aqui!

Por: Mateus Picada Correa – Cirurgião Vascular

O que são os aneurismas?

O aneurisma ocorre quando parte de uma artéria sofre um processo de dilatação anormal e permanente. As causas estão relacionadas ao enfraquecimento das paredes arteriais, que podem ser provocadas por condições congênitas ou em decorrência de outras enfermidades, como inflamações, infecções, traumatismos ou processos degenerativos, tal qual a aterosclerose.

Apesar da alta mortalidade, o aneurisma pode ser diagnosticado a tempo de um controle definitivo. Em geral, o problema é descoberto durante os exames de rotina ou a investigação de outras doenças, já que ele não manifesta sintoma algum.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença está a hereditariedade, sendo que a incidência é de 20% em pessoas cujos parentes de primeiro grau têm o diagnóstico. A hipertensão arterial, o tabagismo e a arteriosclerose também contribuem para a dilação do calibre da aorta.

Atualmente, a forma de tratamento para essa enfermidade se dá por via endovascular e a cirurgia somente é realizada em casos selecionados.

Por: Mateus Picada Correa – Cirurgião Vascular

Síndrome da Congestão Pélvica: uma doença pouco conhecida

Responsável por 10% a 15% das consultas por dor no consultório ginecológico, a dor pélvica crônica pode ser causada por diversas doenças, entre elas a Síndrome da Congestão Pélvica (SCP) – patologia ainda pouco diagnosticada.

Os sintomas mais comuns da SCP são a dor na parte mais baixa do abdome (pelve) – que pode piorar ao final do dia, no período menstrual ou depois de permanecer muito tempo em pé – e a dor durante a relação sexual. Além disso, a paciente pode apresentar prisão de ventre.

Alguns sinais, como varizes nas pernas, ao redor na vagina, na parte de dentro da coxa ou nos glúteos, e hemorroidas, podem ser indicativos da doença, que também surge em pessoas que operaram mais de uma vez as varizes ou nos casos em que elas reapareceram pouco tempo após um procedimento.

As obstruções da veia ilíaca esquerda ou da veia renal esquerda, que podem causar sangramento na urina, inchaço ou dor na perna, são causas apontadas para o aparecimento de varizes pélvicas. Geralmente, os sinais e sintomas aparecem depois da gravidez, especialmente em mulheres que tiveram mais de duas gestações.

O diagnóstico é obtido a partir do ecodoppler dos membros inferiores e do transvaginal, além de uma tomografia de abdome. Uma vez identificada, a Síndrome da Congestão Pélvica é tratada com a embolização das varizes pélvicas e o tratamento das obstruções das veias – quando existentes. Já no primeiro mês após o tratamento, as pacientes apresentam uma melhora de 80% a 85%.

Já no caso dos homens, a presença de varizes pélvicas ocasiona varizes na perna esquerda, varicocele e dor abdominal, especialmente ao permanecer em pé por muito tempo. O tratamento, igualmente, consiste em embolização das varizes pélvicas e varicoceles, apresentando ótimos resultados.

Como são, em geral, doenças pouco conhecidas, a indicação médica é para que, ao manifestar sintomas semelhantes aos da Síndrome da Congestão Pélvica, a pessoa consulte um ginecologista ou urologista e um cirurgião vascular para investigar o problema.

Por: Mateus Picada Correa – Cirurgião Vascular

A importância do tratamento individualizado para as varizes

Originadas, principalmente, devido ao fator genético, as varizes são veias dilatadas que, depois de certa idade, podem surgir nas pernas, ocasionando sintomas como dor local – especialmente ao final do dia -, prurido (coceira) e edema (inchaço). Além disso, em quadros mais graves, a pessoa pode acordar já se sentindo cansada e/ou ter dificuldade para trabalhar quando permanece muito tempo em pé.

Os primeiros sinais que podem aparecer são manchas nas pernas, inflamação e até mesmo feridas. No entanto, muitas vezes, o incômodo maior está relacionado ao aspecto estético, sendo que muitos pacientes deixam de usar roupas curtas por sentirem vergonha. Pessoas cujos pais têm varizes precisam ter ainda mais cuidado, já que o risco de elas desenvolverem a doença chega a 90%.

Atualmente, o tratamento é individualizado, sendo que o primeiro passo é a realização de exames para identificar as causas das varizes e, assim, avaliar a gravidade da doença. Dependendo do tipo das varizes e do desejo de cada paciente, o tratamento pode ser apenas medicamentoso ou cirúrgico – através de laser, radiofrequência ou abordagem convencional. Há, ainda, a possibilidade, em alguns casos, de tratamento sem cirurgia, com espuma, laser ou escleroterapia.

A recomendação é para que o paciente sempre procure um cirurgião vascular para uma avaliação individualizada, descobrindo, assim, qual a melhor indicação de tratamento.

Por: Mateus Picada Correa – Cirurgião Vascular