Arquivos Autor

Hospital promove painel sobre as campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul

O Hospital Notre Dame São Sebastião promoveu, na segunda-feira (28), o painel “Outubro Rosa e Novembro Azul”, direcionado à prevenção contra o câncer de mama, o de colo de útero e o de próstata. Para isso, as palestras foram ministradas pela ginecologista e obstetra, Dra. Bruna Wiatrowski, e o oncologista, Dr. Luís Alberto Schlittler – ambos atuantes na instituição hospitalar.

Luzia Camargo

Caminhada Rosa e Azul conscientiza sobre a prevenção ao câncer de mama e de próstata

 

As cores destacadas na principal avenida de Espumoso, na tarde de terça-feira (22), alertaram para a prevenção dos tipos de câncer considerados os mais prevalentes entre mulheres e homens no Brasil: o de mama e o de próstata, respectivamente. 

Com o intuito de conscientizar a comunidade acerca da recorrência de tais tipos de câncer e sobre a importância do diagnóstico precoce, a primeira edição da Caminhada Rosa e Azul – promovida pelo Hospital Notre Dame São Sebastião (HNDSS) – reuniu colaboradores da instituição e apoiadores da causa, que percorreram o trajeto iniciado em frente ao Largo da Prefeitura, seguindo pela Avenida Ângelo Macalos até a chegada ao Hospital.

Luzia Camargo

Quimioterapia e a queda de cabelo

A queda de cabelo durante o tratamento oncológico é um dos tópicos que mais gera dúvida e ansiedade nos pacientes.  Afinal, há alguns tipos de drogas – denominadas antracíclicos e taxanos – que a favorecem. Tais fármacos são utilizados, por exemplo, no tratamento de câncer de mama e de linfomas, contudo, muitos protocolos – ou seja, tipos de quimioterapia – não causam a queda de cabelo.

Atualmente, existe, no Brasil, uma tecnologia que faz uso do frio. O paciente coloca uma touca gelada na cabeça durante as sessões de quimioterapia – o que diminui o fluxo de sangue na região. Com isso, a quantidade de medicação que chega até a raiz do cabelo é menor, preservando as células germinativas do couro cabeludo. A taxa de sucesso varia entre 60% a 100%, entretanto, como toda tecnologia, ela está restrita aos grandes centros de referência em oncologia – que são, infelizmente, privados.

Dessa maneira, restam poucas alternativas ao paciente para evitar a queda. O cabelo começa a cair, normalmente, no início do segundo ciclo, ou seja, depois de 14 a 21 dias de tratamento. A queda pode ser percebida durante o banho, ao acordar e também ao pentear-se. Em geral, recomenda-se que os pacientes raspem a cabeça o quanto antes, uma vez que esse processo pode gerar muita angústia e ansiedade.

Após o término do tratamento, o normal é que em, aproximadamente, 40 dias os primeiros fios apareçam. Há casos em que esse tempo é maior ou nos quais o cabelo começa a nascer com falhas. Nessas situações, geralmente, o paciente é encaminhado a um dermatologista especializado, que pode indicar o uso de tonalizantes específicos. É possível estimular o crescimento fazendo massagens diárias com óleos na região do couro cabeludo, além de sempre proteger a cabeça com o uso de protetor solar, chapéus ou lenços.

Uma vez que a quimioterapia altera as células germinativas do couro cabeludo, o cabelo pode nascer “diferente” após o tratamento, crescendo em ciclos distintos – ora com fios mais grossos, ora mais finos. Além disso, também pode ocorrer uma redução da espessura da fibra capilar. Assim, é normal o cabelo ficar mais ondulado e um pouco mais frágil no início, sendo comum, ainda, o surgimento de alguns fios grisalhos.

A tendência, no entanto, é que o crescimento se normalize. Durante esse período, é importante tomar certos cuidados, como utilizar shampoos neutros (aqueles para crianças também são indicados) e não fazer nenhum tipo de química no cabelo (tingimentos, progressiva, permanente, luzes ou relaxamento) por três meses.

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler – CRM 24748

Luzia Camargo

O que são Nódulos Hepáticos?

Não é incomum encontrar nódulos hepáticos em ecografia de abdômen durante avaliação de sintomas abdominais. E, se esse for o seu caso, é recomendado que consulte um médico especialista para definir o tipo de nódulo encontrado.

Quando se fala em nódulos benignos, podemos dividí-los em dois grandes grupos: os cistos simples e os nódulos sólidos hipervascularizados. Em relação aos cistos, eles são lesões nodulares preenchidas por conteúdo líquido incolor semelhante à água, que não costumam crescer e, em geral, não necessitam tratamento. As lesões nodulares sólidas benignas hipervascularizadas, por sua vez, dividem-se, principalmente, em três tipos: o hemangioma, a hiperplasia nodular focal e o adenoma hepático.

 

Hemangioma hepático
Os hemangiomas hepáticos são tumores benignos hipervascularizados e são a causa mais comum de nódulo sólido descoberto no fígado em ecografias de abdômen. Eles estão presentes em até 20% da população geral e podem ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em mulheres. Geralmente, são assintomáticos e não requerem nenhum tipo de tratamento.

Hemangiomas com 10 cm ou mais – chamados de hemangiomas gigantes – podem causar sintomas, como dor. Nesses casos, deve ser realizada cirurgia ou embolização do hemangioma. É importante ressaltar que a presença de hemangiomas no fígado não contra-indica gestação ou uso de anticoncepcionais hormonais.

 

Adenoma hepático
Adenoma hepático é um tipo de tumor benigno que acomete o fígado e apresenta riscos, uma vez que há chances de hemorragia, ruptura e transformação para câncer. Cerca de 90% das lesões afetam mulheres entre 30 e 50 anos de idade, sendo o uso de anticoncepcionais hormonais o principal fator de risco. Além disso, esteróides androgênicos, diabetes e esteatose também podem ocasionar o aparecimento do tumor.

A confirmação diagnóstica é realizada através de ressonância magnética, reservando-se a biópsia apenas para os casos duvidosos. Em relação ao tratamento, pode ser realizada apenas a retirada do agente agressor caso o adenoma seja menor que 5 cm. A ressecção cirúrgica, por sua vez, é indicada, em geral, para adenomas maiores de 5 cm.

 

Hiperplasia nodular focal
A hiperplasia nodular focal é o segundo tumor sólido benigno mais frequente no fígado. A fisiopatogenia não está muito esclarecida e parece ser uma resposta celular proliferativa a uma artéria anômala. A prevalência é de 0,4 a 3% e 90% dos casos ocorrem em mulheres. Eles, geralmente, são únicos e menores de 5 cm, mas há casos em que podem ter dimensões maiores que 10 cm.  Na maioria das vezes, são assintomáticos, não necessitando de tratamento específico. Não são lesões pré-malignas, ou seja, não têm risco de se transformar em câncer. E, assim como o hemangioma, não tem relação com ACO ou gestação.

 

Por: Dra. Raquel Scherer Fraga/Hepatologista – CRM 24280

Luzia Camargo

Brasil registra aumento na incidência e na mortalidade por câncer em população mais jovem

A ideia de que o câncer é uma doença somente de quem envelhece vem sendo questionada por estudos ao redor do mundo. Pesquisas realizadas recentemente nos Estados Unidos, demonstrando o aumento da incidência de câncer em pessoas com menos de 50 anos, questionaram o panorama brasileiro em relação a esse aspecto.

O trabalho “Câncer antes dos 50: como os dados podem ajudar nas políticas de prevenção”, cuja análise englobou dados do Datasus e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), concluiu que, no Brasil, também houve aumento de incidência e de mortalidade na população mais jovem por alguns tipos de câncer que eram relacionados ao avanço da idade.

Ainda conforme o estudo, o crescimento dos cânceres na população até 50 anos está relacionado a fatores de risco presentes nos hábitos e no estilo de vida dos brasileiros. Tal informação sinaliza para a importância de definir políticas públicas que visem diminuir os índices da doença, fomentando o debate acerca desses dados. Dessa forma, haverá melhor entendimento do cenário e planejamento de ações de enfrentamento ao câncer.

Atualmente, a obesidade abdominal é o segundo maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer, responsável por 30% de todos os tumores. A fumaça do tabaco, por sua vez, libera várias substâncias químicas – algumas classificadas pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (InternationalAgency for ResearchonCancer- IARC), da Organização Mundial da Saúde, como substâncias carcinogênicas para humanos. Sendo assim, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para os cânceres de pulmão, cavidade oral e laringe, também associado à incidência dos cânceres de intestino, mama, próstata e tireoide.

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler/Oncologista – CRM 24748

Luzia Camargo

Hematologia: a especialidade médica que estuda o sangue

A Hematologia é a área da Medicina que estuda o sangue e seus elementos – glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos), plaquetas, medula óssea, linfonodo e o baço -, além de seus distúrbios e doenças relacionadas.

As doenças do sangue podem ser hereditárias (quando vêm de outros familiares) ou adquiridas (por influência do ambiente, alimentação, entre outros fatores), dependendo do componente sanguíneo afetado.

Entre as doenças hematológicas, destacamos as hemoglobinopatias e coagulopatias. Há, ainda, as hemofilias – genéticas ou adquiridas – que podem estar associadas a outras doenças sistêmicas e que provocam sangramentos.

A talassemia, por sua vez, é um tipo de anemia hereditária – alfa ou beta – que ocasiona a produção de quantidades muito pequenas de hemoglobina normal.

Além disso, algumas doenças associadas ao sistema imune também são estudadas pela hematologia, tais como as que afetam o sistema linfático e a medula óssea.

Por isso, é fundamental sempre procurar um médico e estar atento à sua saúde.

Por: Dra. Moema Nenê Santos/Hematologista – CRM 24111

Luzia Camargo

4ª SIPAT evidencia cuidado com a saúde do trabalhador

Entre os dias 23 e 27 de setembro, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CIPA), com o apoio do Hospital Notre Dame São Sebastião, realizou a 4ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – SIPAT.

Durante a programação, o técnico em segurança do trabalho, Lierchan Rodrigues, ministrou palestra acerca dos cuidados necessários no exercício das atividades laborais, a fim de prevenir acidentes.

A assistente social da instituição Juliane Kempf, e o psicólogo clínico, Luiz Henrique Toledo, por sua vez, abordaram a temática que norteia a campanha “Setembro Amarelo”, em prol da valorização da vida.

As atividades de cuidado com a saúde do trabalhador contaram, ainda, com serviços de fisioterapia, nutrição e enfermagem. Tais momentos, na avaliação do presidente da CIPA, Mateus Soletti, oportunizam a qualificação do trabalho desenvolvido pela instituição e a aquisição de novas aprendizagens para seus colaboradores.

Luzia Camargo

Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas alerta sobre importância do diagnóstico precoce

Celebrado, anualmente, em 15 de setembro, o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas tem como principal objetivo alertar a população sobre a importância de identificar precocemente os sintomas da doença, facilitando, assim, seu tratamento. Originalmente, a campanha foi criada pela Coalização Linfoma – uma organização internacional que luta pela prevenção e diagnóstico precoce desse tipo de câncer.

O linfoma afeta o sistema linfático – parte do corpo responsável pela defesa do organismo contra doenças e infecções – e caracteriza-se quando o linfócito – um tipo de glóbulo branco – se transforma em uma “célula maligna”, crescendo de modo descontrolado e criando outras células idênticas, o que compromete os demais órgãos. Ele também pode surgir nos tecidos linfáticos, como os linfonodos, o fígado, o baço e a medula óssea.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 4 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de linfomas no Brasil. Só no Rio Grande do Sul, são diagnosticados em torno de 5.400 novos casos de Linfomas Não Hodgkin por ano em homens e 4.800 em mulheres. Além disso, 1.500 novos casos de Linfoma de Hodgkin são registrados anualmente em homens e 1.050 em mulheres.

A principal causa das mortes é justamente o desconhecimento sobre a doença que, caso seja diagnosticada precocemente, apresenta elevado índice de cura. Para isso, é preciso estar atento aos principais sintomas, que incluem febre (vespertina), surgimento de ínguas (sem motivo específico), perda de peso, perda de apetite, coceira na pele, fadiga e sudorese noturna anormal. Tais sinais, contudo, também são comuns a outros tipos de doenças.

Atualmente, há diferentes formas de tratamento para os linfomas, dependendo de seu tipo, sua extensão e das características do paciente. Na maioria dos casos, opta-se por quimioterapia, imunoterapias, terapias celulares e radioterapia. Entretanto, em algumas situações, também poderá ser necessária a realização de transplante de medula óssea.

Por: Dra. Moema Nenê Santos

Luzia Camargo

Setembro Verde promove conscientização sobre o câncer de intestino

 

O câncer colorretal figura entre os mais incidentes no Brasil e no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimam-se, para este ano, 17.620 novos casos da doença em mulheres e 16.660 em homens. Por isso, a fim de alertar e conscientizar a população acerca da prevenção da doença, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove a campanha Setembro Verde.

Geralmente, o câncer de intestino é precedido de um pólipo – pequena verruga na mucosa do intestino -, que leva alguns anos para se desenvolver, sendo possível diagnosticá-lo antes que se torne maligno. Pessoas com casos de pólipos na família devem ficar alertas, assim como portadores de doenças inflamatórias intestinais.

O câncer colorretal também está relacionado a fatores de risco, tais como hábitos de vida não saudáveis, consumo elevado de carnes vermelhas e processadas, e pouca ingestão de frutas, legumes e verduras, além de obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e idade – principalmente a partir dos 50 anos.

As recomendações são claras: alimentação balanceada – com boa ingestão de água e de fibras alimentares –  e prática de exercícios físicos. A escolha pela atividade pode compreender desde uma simples caminhada três vezes por semana até a hidroginástica – ou, até mesmo, outras modalidades sugeridas por um médico ou educador físico.

Ao colocar em prática tais cuidados, aliados a visitas regulares ao especialista e à realização dos exames indicados, o combate e a prevenção ao câncer colorretal tornam-se mais eficazes e assertivos.

 

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler

Luzia Camargo

Consumo de álcool é fator de risco para desenvolvimento de câncer

“Beba com moderação”: tal afirmação já está incorporada em nossa relação com o álcool, ainda que, nem sempre, a recomendação se aplique na prática. O relatório da World Cancer Report (WCR) – emitido pela IARC (Agência Internacional da Organização Mundial da Saúde para Pesquisa sobre o Câncer) – indica, por exemplo, que, quando se trata de câncer, nenhuma quantidade de álcool é segura. Além disso, quanto mais álcool uma pessoa ingere maior o risco de desenvolver a doença.

Declarado cancerígeno ainda em 1988, o álcool é relacionado a diversos tipos de câncer, como o de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, de cólon e reto, e de fígado – além de uma significativa relação com o câncer pancreático. Em uma revisão de 222 estudos, compreendendo 92 mil pacientes oncológicos que se consideram consumidores leves de álcool e 60 mil pacientes abstêmios, o ato de beber moderadamente esteve associado ao câncer de orofaringe, ao carcinoma de células escamosas do esôfago e ao câncer de mama feminino.

Por sua vez, nem todo organismo responderá da mesma forma à ingestão da substância, visto que o álcool atua de forma diferente em cada indivíduo, dependendo das condições de saúde, do peso e da composição corporal. Contudo, os fatores externos (modificáveis) podem ajudar a prevenir o desenvolvimento do câncer, a partir de ações como: adotar uma alimentação saudável e equilibrada – que contenha frutas, legumes e verduras -, praticar exercícios físicos, evitar a obesidade e não fumar.

 

Por: Dr. Luis Alberto Schlittler

Luzia Camargo